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Inflação oficial volta a acelerar e fica em 0,24% em agosto, mostra IBGE

Variação mensal do IPCA em agosto (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, voltou a acelerar, passando de 0,03% em julho para 0,24% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em pesquisa divulgada nesta sexta-feira (6).
Com o resultado de agosto, segundo oIBGE, o IPCA acumulado no ano ficou em 3,43% e, em 12 meses, em 6,09% - seguindo dentro da meta de inflação do governo federal, que permite o IPCA oscilar entre 2,5% e 6,5%.
 Seis dos nove grupos de gastos analisados pelo IBGE mostraram aceleração em relação a julho. O grupo de alimentação e bebidas registrou variação de 0,01% (praticamente estável) em agosto, depois de recuar 0,33% no mês anterior. De acordo com a pesquisa, o leite longa vida, mesmo registrando variação menor frente a julho (de 5,06% para 3,75%) liderou o ranking dos principais impactos do mês, junto com a refeição consumida fora de casa, que passou de 0,21% para 0,76%.
Na análise dos produtos que tiveram seu preço reduzido em agosto, o destaque ficou com a cebola, que ficou 22,84% mais barata, "o mais expressivo impacto para baixo".
O grupo de gastos com vestuário,cujos preços tinham recuado em julho, voltou a mostrar taxas positivas em agosto: de -0,39% para 0,08%. O IBGE atribui essa diferença de um mês para outro devido ao "início da nova coleção no mercado, que ainda convive com as liquidações da estação anterior". Dentro desse grupo, o que mais subiu foi o preço de roupas infantis, que passaram de - 0,35% em julho para 0,72% no mês seguinte.
Os artigos de residência apresentaram o resultado mais alto, com 0,89%, após ter registrado 0,28% em julho, com destaque para itens eletrodomésticos (de 0,13% em julho para 1,43% em agosto), mobiliário (de 0,22% para 1,22%) e consertos de equipamentos domésticos (de –0,11% para 1,16%).
Seguiu o mesmo comportamento o grupo de saúde e cuidados pessoais, que subiu de 0,34% em julho para 0,45% em agosto, cujas maiores influências vieram de serviços médicos e dentários, que foram de 0,67% para 1,37%, respectivamente.
O grupo educação, que havia apresentado 0,11% de variação em julho, subiu para 0,67%. Dentro desse grupo, o IBGE destaca os cursos regulares e os diversos (informática, idioma, etc).
No grupo habitação, a variação de 0,57% foi a mesma registrada no mês anterior. Reduziram suas variações os grupos comunicação (de 0,20% para 0,02%) e despesas pessoais (de 1,13% para 0,39%).
Evolução do IPCA acumulado em 12 meses (Foto: Editoria de Arte/G1)
"Nas despesas pessoais, a redução pode ser atribuída aos rendimentos dos empregados domésticos, que foram para 0,53% após alta de 1,45% no mês de julho, além do item recreação, cuja taxa foi de 1,25% em julho para 0,80% em agosto".
Queda
Já os transportes continuaram em queda, mas menor em relação a julho, passando de 0,66% para 0,06%. As tarifas dos ônibus urbanos recuaram 0,20% - queda abaixo da verificada em julho, de 3,32%. "Considerando os dois últimos meses, as tarifas dos ônibus urbanos ficaram 3,51% mais baratas", diz o IBGE, em nota.
INCCNa análise regional, o maior foi registrado em Brasília (0,46%) e o menor, em Fortaleza (-0,11%).
Também conhecido nesta sexta-feira, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,16% em agosto, acima do resultado de julho (–0,13%). No ano, acumula alta de 3,33% e, em 12 meses, de 6,07%.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Goiânia (0,45%) e o menor, de Fortaleza (-0,10%)
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Bovespa fecha em alta e acumula valorização de mais de 7% na semana

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta sexta-feira (6), com investidores avaliando as implicações de dados mais fracos que o esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos, o que pode adiar a redução do estímulo monetário do banco central do país.
Na semana, a bolsa acumula valorização de 7,48%, o maior ganho semanal desde outubro de 2011. No ano, porém, a Bovespa ainda tem queda de 11,82%.O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, subiu 2,67%, a 53.749 pontos.
A disparada da ação da OGX, que subiu 26,8%, para R$ 0,52 nesta sexta-feira, foi responsável mais da metade da valorização do índice no dia. A OGX informou que exerceu opção que obriga seu acionista controlador, Eike Batista, a injetar US$ 1 bilhão na companhia. A opção havia sido acertada com o empresário em outubro do ano passado e determina a subscrição de novas ações ordinárias da OGX ao preço de R$ 6,30 por papel.
A ação da Gol subiu 13,76%o, em meio a especulações sobre uma ajuda do governo ao setor aéreo e à queda do dólar. A valorização do real é favorável para a empresa, que tem diversos custos cotados em moeda estrangeira.
A preferencial da Petrobras avançou 1,25%, com o mercado ainda apostando que um reajuste dos combustíveis ocorrerá em breve..
Contribuiu ainda para levantar a bolsa a criação de emprego abaixo das expectativas nos EUA, diante do entendimento de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode adiar a redução de seu programa de estímulos. O programa de compra detítulos tem sustentado o fôlego de investidores por ativos mais arriscados, como os de mercados emergentes.
Em agosto, os postos de trabalho nos EUA fora do setor agrícola aumentaram em 169 mil nos EUA, menos que os 180 milempregos esperados por economistas. A taxa de desemprego do país recuou para a mínima em quatro anos, mas devido ao fato de trabalhadores terem desistido de procurar emprego.
Além disso, as contagens de vagas de trabalho de junho e julho foram revisadas para mostrar 74 mil empregos a menos do que divulgado anteriormente.
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Dólar cai pelo 5º dia seguido, com dados de emprego nos EUA

O dólar comercial fechou em queda ante o real pelo quinto dia seguido nesta sexta-feira (6), devido ao apetite de investidores por ativos de risco, como moedas de países emergentes, graças ao relatório de emprego nos Estados Unidos ter ficado abaixo das expectativas.
A moeda norte-americana recuou 0,86%, cotada a R$ 2,3042 para a venda. Na semana e no mês a moeda acumula desvalorização de 3,39%. No ano, há valorização de 12,69%. Veja a cotação
Os postos de trabalho fora do setor agrícola aumentaram em 169 mil no mês passado, abaixo da expectativa de 180 mil de economistas consultados pela Reuters. Já a taxa de desemprego caiu para mínima em 4 anos e meio, mas devido ao fato de trabalhadores terem desistido de procurar emprego.O crescimento de empregos nos Estados Unidos foi menor que o esperado em agosto, o que pode adiar a redução do estímulo monetário pelo Federal Reserve, que injeta US$ 85 bilhões mensalmente na maior economia do mundo.
Não só as contratações foram menores que o esperado no mêspassado, como a contagem de vagas de trabalho de junho e julho foram revisadas para mostrar 74 mil empregos a menos do que divulgado anteriormente.
Além disso, contribuiu para a queda do dólar o programa deintervenções diário do Banco  Central.

Pouco depois das 11h, o BC vendeu dólares com compromisso de recompra de uma oferta de até US$ 1 bilhão. A taxa de recompra em 2 de abril do ano que vem foi de R$ 2,4147, segundo informou a autoridade monetária.
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Abilio Diniz fecha acordo com Casino e deixa o Grupo Pão de Açúcar

Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do
Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)
O empresário Abilio Diniz chegou nesta sexta-feira (6) a um acordo com o grupo francês Casino e anunciou sua renúncia à presidência do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA), empresa fundada por seu pai em 1948.
"Estou feliz de pôr fim a esses dois anos de luta", afirmou o empresário, em pronunciamento em São Paulo. "Renuncio à presidência e aos meus poderes lá", acrescentou.
"Na véspera do dia que simboliza a liberdade do Brasil, eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos", completou.
O acordo sela o fim do conflito com o Casino como também a saída de Abilio do Pão de Açúcar, que já era controlado pelo grupo francês desde junho de 2012. A partir de agora, o empresário será apenas acionista, sem direitos políticos na empresa.
Eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos"
O Casino cobrava a saída de Abilio da presidência do conselho do GPA desde que o empresário também passou a acumular a presidência do conselho da BRF - um dos maiores fornecedores do Pão de Açúcar. Os termos do acordo feito com o Casino em 2005 garantia que o empresário permanecesse no cargo mesmo depois da transferência do controle do grupo aos franceses.
Por várias vezes durante a entrevista, Abilio disse que os últimos anos não foram fáceis ao se referir à disputa com o Casino. "Os últimos dois anos não foram fáceis e, hoje, com alegria, encontramos uma solução suficientemente boa para todos", disse, agradecendo à família por tê-lo "aguentado" nestes dois anos "que não foram prazerosos".
Abílio lembrou ainda que ele comunica a renúncia exatamente 65 anos depois de seu pai, Valentim dos Santos Diniz, fundar o Pão de Açúcar, em 7 de setembro de 1948.

Termos do acordo
Foi decidido que Abílio trocará as ações ordinárias que tem na Wilkes, holding controladora do GPA, e receberá ações preferenciais, as negociadas em bolsa, na razão de 1 para 1. Com isso, o empresário passará a ter cerca de 9% das ações preferenciais do Grupo Pão de Açúcar – aquelas que não dão direito a voto - juntando com os cerca de 2% de ações ordinárias que ele tinha anteriormente ao negócio.
O empresário destacou que considera o investimento no Pão de Açúcar "excelente" e que não planeja novas vendas de ações preferenciais.Em fato relevante, o GPA informou que o Casino trocará 19,375 milhões de ações preferenciais do Pão de Açúcar pela mesma quantidade de ordinárias emitidas pela Wilkes detidas por Abilio.
Em comunicado conjunto, Abilio e Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, afirmaram que decidiram "terminar suas disputas e concluir sua parceria de maneira benéfica para ambos, de forma que cada um possa livremente seguir em frente e perseguir novas oportunidades".
Pelos termos, o acordo Wilkes deixa de existir e os conselheiros Luiz Fernando Figueiredo e Modesto Carvalhosa também renunciam ao conselho de administração do Pão de Açúcar.
As duas partes também decidiram encerrar todos os litígios que têm entre si. Abilio afirmou, porém, que o acordo não foi motivado por temores em relação ao Cade impedir a atuação dele ao mesmo tempo na presidência dos conselhos do Pão de Açúcar e da BRF. O motivo de ter ocorrido neste momento, disse, foi o de terem conseguido um acordo.
Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)Abilio Diniz, durante entrevista nesta sexta, em
São Paulo (Foto: Simone Cunha/G1)
Entenda o caso
A saída de Abilio da presidência do Conselho do Pão de Açúcar põe fim a uma conturbada relação do empresário com o Casino. As relações do brasileiro com o grupo francês se deteriorou desde que o empresário tentou uma fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil em 2011.
O Casino conseguiu, porém, barrar a iniciatiba de Abilio. O conselho de administração do grupo francês rejeitou a oferta de fusão e o BNDES não confirmou o apoio, o que impediu o avanço do projeto de fusão. Na ocasião, o Casino argumentou que a fusão teria o objetivo de impedir que o grupo assumisse o controle do Pão de Açúcar, como previa o acordo assinado em 2005.
As desavenças entre as duas partes se agravaram neste ano, quando o empresário foi eleito para ser a presidência do conselho da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil e que tem o Pão de Açúcar como seu principal distribuidor de produtos no mercado interno. 
Após transferir o controle da varejista ao Casino, no ano passado, Abilio reduziu de forma significativa sua presença no capital da varejista. Em apenas três leilões de venda de ações preferenciais em seu portfólio desde o fim de 2012, ele embolsou mais de R$ 2,5 bilhões.
Íntegra do comunicado conjunto de Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri:
"Movidos pelo sentimento de respeito mútuo, Abilio Diniz, Presidente do Conselho do Grupo Pão de Açúcar, e Jean-Charles Naouri, Presidente do Conselho do Grupo Casino, decidem terminar suas disputas e concluir sua parceria de maneira benéfica para ambos, de forma que cada um possa livremente seguir em frente e perseguir novas oportunidades.
Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri assinaram acordo nesta sexta-feira (6) (Foto: Divulgação)Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri assinaram acordo
nesta sexta-feira (6) (Foto: Divulgação)
Esse é um momento importante na história de negócios no Brasil, sendo que há exatamente 65 anos - em 7 de setembro de 1948 - a família Diniz fundava o Grupo Pão de Açúcar, a maior empresa de distribuição do Brasil.
Abilio Diniz deseja muito sucesso ao Sr. Naouri e ao Grupo Casino. Ele expressa seus desejos mais sinceros para que o Grupo Pão de Açúcar continue crescendo com suas pessoas, sua cultura e seus valores, contribuindo para o desenvolvimento do país.
Jean-Charles Naouri expressa sua gratidão pelas muitas contribuições do Sr. Diniz e de sua família, e deseja muito sucesso em seus projetos futuros. Sr. Naouri espera continuar estimulando o crescimento do GPA em benefício de seus consumidores, funcionários, acionistas e da sociedade brasileira."
Íntegra de carta lida por Abilio:
"Em 7 de setembro de 1948 meu pai, Valentim dos Santos Diniz, fundou o Pão de Açúcar. Desde então dediquei a minha vida à construção deste sonho. Hoje, exatos 65 anos depois, encerro um importante ciclo dessa história de sucesso para a empresa, para a nossa família e para mim.

É com emoção que renuncio à presidência do Conselho do Grupo Pão de Açúcar. Tenho comigo sentimentos de gratidão, felicidade, realização, respeito e orgulho por essa empresa, por essa gente e por esse país.

Na véspera do dia que simboliza a liberdade do Brasil, eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos. Como costumo dizer, quero hoje ser melhor do que ontem e, amanhã, melhor do que hoje.

No Pão de Açúcar sempre buscamos a eficiência, o crescimento e o êxito, com muito trabalho e dedicação, e assim construímos uma empresa única, admirada no Brasil e no mundo. Perseguimos sempre a felicidade e não é à toa que o Pão de Açúcar tem como slogan “Lugar de Gente Feliz”.

Levo comigo os desafios, as conquistas, as derrotas, as vitórias e, acima de tudo, os aprendizados. É claro que num momento como esse também sinto tristeza; tristeza pela saudade que terei da empresa, das pessoas, das lojas e dos símbolos que tanto amo.
Mas assim é a vida. É preciso ter sabedoria para aceitar as mudanças. É preciso se reinventar e ir em frente. Seguirei a minha vida empresarial fazendo aquilo que sempre fiz, com coragem, correção, alegria e determinação, descobrindo e aceitando novos desafios. Peço a Deus que continue me dando saúde e iluminando o meu caminho, assim como o de vocês.

Agradeço a todos que compartilharam comigo esse sonho, a começar pelos meus pais, Valentim e Floripes, meus irmãos, minha mulher, Geyze, meus filhos Ana Maria, João Paulo, Adriana, Pedro Paulo, Rafaela e Miguel, e aos que, ao longo desses 65 anos, trabalharam e colaboraram com o Pão de Açúcar – são milhares de pessoas que dedicaram suas vidas para fazer dessa empresa realmente um lugar de gente feliz. Agradeço também a todos os consumidores e parceiros que acreditaram em mim e no Pão de Açúcar, mesmo nos momentos mais desafiadores da nossa história.

Sinto-me realizado por liderar o Grupo Pão de Açúcar por todos esses anos. Sinto que contribuí com o meu trabalho e a minha liderança e deixar esse legado me faz muito feliz.
Os últimos dois anos não foram fáceis e, hoje, com alegria, encontramos uma solução suficientemente boa para todos.

Desejo ao Grupo Casino e aos acionistas do Pão de Açúcar sucesso na condução dessa empresa, que ela continue crescendo com a sua gente, a sua cultura e os seus valores, contribuindo para o desenvolvimento do nosso país e sendo sempre um lugar de gente feliz."
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Agência de intercâmbio fecha e deixa brasileiros no prejuízo na Irlanda

Danniel Oliveira trabalhava como diretor comercial da BFA até quinta-feira (5) (Foto: Reprodução/Facebook)Danniel Oliveira trabalhava como diretor comercial
da BFA até quinta-feira (5)
(Foto: Reprodução/Facebook)
Clientes e funcionários da Viagens Intercâmbio BFA afirmam que a empresa faliu e deixou centenas de pessoas sem qualquer informação e os trabalhadores sem pagamento. O problema afeta tanto clientes que ainda estão no Brasil e viajariam para o exterior quanto brasileiros que já estão fora do país, especialmente em Dublin, na Irlanda, onde a agência tinha forte atuação.
Danniel Oliveira, de 27 anos, diretor comercial da BFA até a véspera (5), confirma a informação que o G1 recebeu de vários internautas. Segundo ele, a empresa fechou as portas na quinta-feira e demitiu os últimos 29 funcionários que ainda trabalhavam diretamente na empresa em Dublin. A BFA chegou a ter mais de 100 funcionários atuando só na Irlanda.
“A bola de neve é gigantesca. Todos os nossos fornecedores estão atrasados: escola, seguro, etc. Liguei para o dono da empresa e ele só pediu desculpa. Disse: ‘Por favor, fecha a loja, não tem o que ser feito. A BFA não tem dinheiro para pagar as escolas, os fornecedores, os alunos que já pagaram’. Caiu no meu colo um problema sem dimensão”, disse em entrevista por telefone ao G1.
A bola de neve é gigantesca. Todos os nossos fornecedores estão atrasados: escola, seguro, etc."
Danniel Oliveira
De acordo com Oliveira, 410 alunos foram prejudicados.  O preço médio por pacote era de € 2,2 mil. Mas o ex-diretor comercial garante que alguns antigos funcionários da empresa estão empenhados em ajudar essas pessoas. “Relacionei por escola todos os nossos clientes, quais são as escolas, entrei em contato com os responsáveis por todas as escolas – para informar que a BFA quebrou – e pedi reunião para que possamos ajudar os clientes. Dos 410 alunos, consigo beneficiar 238 alunos de alguma forma”, garante.
Segundo ele, os mais prejudicados serão os que pagaram o pacote completo. Quem pagou pela acomodação, por exemplo, perdeu o valor integral, segundo Oliveira. Quem chegar à Irlanda até o próximo domingo (8) ainda será acolhido, mas depois dessa data, não haverá mais como acomodar ninguém.
Oliveira garante, porém, que não é verdade que as pessoas que já estão nas acomodações, que chegaram esta semana a Dublin, seriam despejadas. “Hoje, temos seis apartamentos. Em dois deles os alunos poderão até ficar até o dia 26 de setembro em um e até 1º de outubro em outro. Os outros, a responsável ofereceu algumas possibilidades, como a de os alunos alugarem o imóvel por conta própria.”
Apesar de não receber salário há oito semanas, Oliveira diz que ficará em Dublin “até conseguir resolver todos os problemas”. Ele garante que todos os clientes – do Brasil e de Dublin – vão receber uma satisfação e deixa o e-mail plantao@brasilforall.com.br à disposição dos interessados.
“Vamos ligar para todos os clientes a partir do momento que tivermos resposta da escola do estudante. Mas nós trabalhamos com mais de 30 escolas, então, não será imediato. Mas é importante que eles saibam que têm pessoas trabalhando para uma solução”, informa. “Sei que é muito difícil tranquilizar essas pessoas, porque estão na emoção, mas tem boas pessoas aqui trabalhando para que aconteça o melhor. Nós não queremos o dinheiro de ninguém, queremos ajudar essas pessoas a realizar o sonho, que no momento virou um pesadelo.”
Danniel Oliveira chegou a Dublin há quatro anos. Ele viajou como intercambista da BFA.
Prejudicados
Renata Bissoli Basso, de 27 anos, está em Dublin desde outubro do ano passado. Ela foi para o país pela BFA, para fazer intercâmbio, mas acabou recebendo uma oferta para trabalhar na empresa. Desde janeiro, ela trabalhava na limpeza das moradias de estudantes.
Renata Bissoli soube que a empresa faliu por uma colega de trabalho (Foto: Reprodução/Facebook)Renata Bissoli soube que a empresa faliu por uma colega de trabalho (Foto: Reprodução/Facebook)
Na quinta-feira (5), Renata trabalhou normalmente e deixou a empresa às 14h (horário de Dublin). Mais tarde, recebeu um telefonema de uma colega dizendo que a empresa havia falido.
“No fim da tarde anunciaram que iriam fechar porque não tinham condições de pagar nenhum funcionário, nem os clientes, nem as escolas e nenhuma conta futura”, disse em entrevista por telefone ao G1.
Fui passar o nome dos que estão com a escola paga e parecia lista de sobreviventes. Está um caos total aqui"
Renata Bissoli Basso
Ela afirma que, ao receber a notícia, entrou imediatamente em contato com o dono da empresa pelo Facebook. “Ele estava online no Facebook, mas assim que mandei a mensagem, ele saiu do chat. Agora ele cancelou a conta dele no Facebook”, diz Renata. “Foi um total ato de covardia.” Segundo ela, o dono da BFA moravam em Dublin, mas há cerca de três meses se mudou para a Espanha.
Ela e outros brasileiros que estão em Dublin dizem que a informação de que a empresa fecharia as portas ocorreu apenas verbalmente. A não foi decretada oficialmente.
Renata diz ainda que não recebia pagamento há mais de um mês. Apesar disso, ela e o diretor comercial, Danniel Oliveira, passaram a madrugada de ontem indo às moradias informar quais alunos estavam com os cursos quitados. “Fui passar o nome dos que estão com a escola paga e parecia lista de sobreviventes. Está um caos total aqui.”
Marcela Malevicz trabalhava com Renata na BFA, mas pediu demissão há duas semanas, por falta de pagamento. “Quando eu entrei, era uma maravilha, a empresa pagava tudo certinho. A partir de julho, as coisas começaram a ficar complicadas.”
Segundo ela, os problemas começaram em julho, mas muitos atribuíram o fato à alta temporada. “Acreditamos que o problema seria temporário, a gente deduzia que era relacionado à alta temporada. Foi ficando nisso e o tempo foi passando. (...) De repente, ficou ruim – mas daí ficou ruim de uma vez.”
Diante da situação, Marcela procurou outro emprego e segue trabalhando em Dublin.
Contratos virtuais
A mineira Carolina Martinelli está em Dublin há um mês e meio. Ela só não enfrentou os problemas que afetam outros brasileiros porque a escola em que está só aceita que o aluno inicie o curso quando o pagamento está totalmente quitado. Ela deixou a acomodação da BFA para o estudantes há apenas 15 dias.
“Para mim, não teve nenhum reflexo porque a Griffith não pode começar se o curso não está quitado, mas está tendo reflexo para as pessoas que estão chegando. Quem ainda não começou o curso está descobrindo que pagou para a BFA mas ela não pagou a escola.”
Carolina contratou os serviços da BFA todos pela internet, assim como os demais clientes ouvidos pelo G1. “Quando comecei a pesquisar agências, existem alguns sites que falam das melhores empresas de intercâmbio e qual indicariam. Vi a BFA em quatro sites. Entrei em contato, fui muito bem atendida, mas tudo aconteceu virtualmente. Tive medo de fechar o contrato, por não ter uma empresa física, mas depois me pareceu muito tranquilo”, diz.
Para pagar intercâmbio, Paulo estudava de manhã, fazia estágio à tarde e trabalhava à noite (Foto: Reprodução/Facebook)Para pagar intercâmbio, Paulo estudava de manhã,
fazia estágio à tarde e trabalhava à noite
(Foto: Reprodução/Facebook)
Paulo George Pessoa ainda está no Brasil e contratou um pacote de R$ 7.600 com a BFA.  Ele pagou 50% deste valor na assinatura do contrato e mais cinco – de dez parcelas – de R$ 500. Ele faz faculdade de Administração no período da manhã e é funcionário da prefeitura de Recife, onde trabalha durante a madrugada. Para conseguir o dinheiro da viagem, conseguiu um estágio no período da tarde. “Estudo de manhã, faço estágio à tarde e trabalho à noite para juntar o dinheiro”, lamenta.
Paulo também fechou o contrato via internet. Um amigo dele foi para Dublin pela BFA e passou a trabalhar na empresa como contato comercial. “Fechei o contrato com esse meu amigo. Me senti mais seguro por causa disso”, diz.
Segundo o estudante de administração, seu amigo teve um prejuízo de mais de € 3 mil por falta de pagamento da BFA.
Bruno Vinícius dos Santos de Sousa, de Salvador, já pagou R$ 3.330 para a BFA, também num contrato feito virtualmente. Ele diz que acabou ficando amigo da vendedora – que foi quem o avisou ontem que havia sido demitida, pois a empresa tinha falido.
Todos os entrevistados afirmam que os brasileiros que chegaram a Dublin esta semana e que ainda estavam hospedados nas acomodações da BFA foram informados que deveriam deixar o imóvel nesta sexta-feira – informação rebatida por Danniel Oliveira.
“Avisaram isso ontem, mas ninguém apareceu hoje nos imóveis. As pessoas que precisam fazer check out amanhã não sabem nem para quem deixar a chave. Também deveriam pegar € 100 euros que foram depositados como caução, mas não devem receber”, diz Carolina Martinelli.
BFA
A BFA informa em seu site que tem sede em Dublin. O G1 tentou contato durante toda a manhã pelo telefone que aparece na página da empresa, mas ninguém atendeu. O chat também não estava disponível.
A reportagem também ligou  nos telefones das agências da BFA em Dublin, São Paulo, Curitiba (PR) e Vitória (ES), mas não conseguiu falar com nenhum sócio da agência.
A Viagens Intercâmbio BFA aparece na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais como sendo uma empresa brasileira, com sede em Aimorés. O CNPJ da empresa consta como ativo.
O site da empresa não traz qualquer informação sobre o fim das atividades, nem a página da empresa no Facebook ou do Twitter.
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Dólar fecha em baixa com expectativa de entrada da moeda no país


O dólar fechou em baixa sobre o real , em meio a um cenário externo propenso a risco depois de dados comerciais da China e com expectativas de entrada de divisas no país.
Apesar dos dados de inflação divulgados terem diminuído as apostas de que a Selic subiria já em abril, o mercado está prevendo que o aperto monetário irá iniciar em maio, o que aumentaria a atratividade do país para investidores.A moeda fechou em queda de 0,46%, a R$ 1,9755.

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Bovespa fecha em alta , impulsionada por Vale e Petrobras


A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou com valorização , sustentada principalmente pelas ações da Vale, que subiram após dados da China e a obtenção de licença ambiental para um projeto.
O Ibovespa, principal índice da bolsa , fechou em alta de 1,49%, aos 55.912 pontos.
As ações ON da Vale fecharam com ganhos de 4,29%. As da Petrobras ajudaram a impulsionar o Ibovespa com uma alta de 5,31%.
Os papéis ON da LLX lideraram as altas, com valorização de 6,74%. Na outra ponta, os papéis ON da MRV lideraram as baixas, com queda de 3,09%.

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