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Abilio Diniz fecha acordo com Casino e deixa o Grupo Pão de Açúcar

Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do
Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)
O empresário Abilio Diniz chegou nesta sexta-feira (6) a um acordo com o grupo francês Casino e anunciou sua renúncia à presidência do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (GPA), empresa fundada por seu pai em 1948.
"Estou feliz de pôr fim a esses dois anos de luta", afirmou o empresário, em pronunciamento em São Paulo. "Renuncio à presidência e aos meus poderes lá", acrescentou.
"Na véspera do dia que simboliza a liberdade do Brasil, eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos", completou.
O acordo sela o fim do conflito com o Casino como também a saída de Abilio do Pão de Açúcar, que já era controlado pelo grupo francês desde junho de 2012. A partir de agora, o empresário será apenas acionista, sem direitos políticos na empresa.
Eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos"
O Casino cobrava a saída de Abilio da presidência do conselho do GPA desde que o empresário também passou a acumular a presidência do conselho da BRF - um dos maiores fornecedores do Pão de Açúcar. Os termos do acordo feito com o Casino em 2005 garantia que o empresário permanecesse no cargo mesmo depois da transferência do controle do grupo aos franceses.
Por várias vezes durante a entrevista, Abilio disse que os últimos anos não foram fáceis ao se referir à disputa com o Casino. "Os últimos dois anos não foram fáceis e, hoje, com alegria, encontramos uma solução suficientemente boa para todos", disse, agradecendo à família por tê-lo "aguentado" nestes dois anos "que não foram prazerosos".
Abílio lembrou ainda que ele comunica a renúncia exatamente 65 anos depois de seu pai, Valentim dos Santos Diniz, fundar o Pão de Açúcar, em 7 de setembro de 1948.

Termos do acordo
Foi decidido que Abílio trocará as ações ordinárias que tem na Wilkes, holding controladora do GPA, e receberá ações preferenciais, as negociadas em bolsa, na razão de 1 para 1. Com isso, o empresário passará a ter cerca de 9% das ações preferenciais do Grupo Pão de Açúcar – aquelas que não dão direito a voto - juntando com os cerca de 2% de ações ordinárias que ele tinha anteriormente ao negócio.
O empresário destacou que considera o investimento no Pão de Açúcar "excelente" e que não planeja novas vendas de ações preferenciais.Em fato relevante, o GPA informou que o Casino trocará 19,375 milhões de ações preferenciais do Pão de Açúcar pela mesma quantidade de ordinárias emitidas pela Wilkes detidas por Abilio.
Em comunicado conjunto, Abilio e Jean-Charles Naouri, presidente do Casino, afirmaram que decidiram "terminar suas disputas e concluir sua parceria de maneira benéfica para ambos, de forma que cada um possa livremente seguir em frente e perseguir novas oportunidades".
Pelos termos, o acordo Wilkes deixa de existir e os conselheiros Luiz Fernando Figueiredo e Modesto Carvalhosa também renunciam ao conselho de administração do Pão de Açúcar.
As duas partes também decidiram encerrar todos os litígios que têm entre si. Abilio afirmou, porém, que o acordo não foi motivado por temores em relação ao Cade impedir a atuação dele ao mesmo tempo na presidência dos conselhos do Pão de Açúcar e da BRF. O motivo de ter ocorrido neste momento, disse, foi o de terem conseguido um acordo.
Abilio Diniz anunciou nesta sexta sua saída do Grupo Pão de Açúcar (Foto: Simone Cunha/G1)Abilio Diniz, durante entrevista nesta sexta, em
São Paulo (Foto: Simone Cunha/G1)
Entenda o caso
A saída de Abilio da presidência do Conselho do Pão de Açúcar põe fim a uma conturbada relação do empresário com o Casino. As relações do brasileiro com o grupo francês se deteriorou desde que o empresário tentou uma fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour no Brasil em 2011.
O Casino conseguiu, porém, barrar a iniciatiba de Abilio. O conselho de administração do grupo francês rejeitou a oferta de fusão e o BNDES não confirmou o apoio, o que impediu o avanço do projeto de fusão. Na ocasião, o Casino argumentou que a fusão teria o objetivo de impedir que o grupo assumisse o controle do Pão de Açúcar, como previa o acordo assinado em 2005.
As desavenças entre as duas partes se agravaram neste ano, quando o empresário foi eleito para ser a presidência do conselho da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do Brasil e que tem o Pão de Açúcar como seu principal distribuidor de produtos no mercado interno. 
Após transferir o controle da varejista ao Casino, no ano passado, Abilio reduziu de forma significativa sua presença no capital da varejista. Em apenas três leilões de venda de ações preferenciais em seu portfólio desde o fim de 2012, ele embolsou mais de R$ 2,5 bilhões.
Íntegra do comunicado conjunto de Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri:
"Movidos pelo sentimento de respeito mútuo, Abilio Diniz, Presidente do Conselho do Grupo Pão de Açúcar, e Jean-Charles Naouri, Presidente do Conselho do Grupo Casino, decidem terminar suas disputas e concluir sua parceria de maneira benéfica para ambos, de forma que cada um possa livremente seguir em frente e perseguir novas oportunidades.
Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri assinaram acordo nesta sexta-feira (6) (Foto: Divulgação)Abilio Diniz e Jean-Charles Naouri assinaram acordo
nesta sexta-feira (6) (Foto: Divulgação)
Esse é um momento importante na história de negócios no Brasil, sendo que há exatamente 65 anos - em 7 de setembro de 1948 - a família Diniz fundava o Grupo Pão de Açúcar, a maior empresa de distribuição do Brasil.
Abilio Diniz deseja muito sucesso ao Sr. Naouri e ao Grupo Casino. Ele expressa seus desejos mais sinceros para que o Grupo Pão de Açúcar continue crescendo com suas pessoas, sua cultura e seus valores, contribuindo para o desenvolvimento do país.
Jean-Charles Naouri expressa sua gratidão pelas muitas contribuições do Sr. Diniz e de sua família, e deseja muito sucesso em seus projetos futuros. Sr. Naouri espera continuar estimulando o crescimento do GPA em benefício de seus consumidores, funcionários, acionistas e da sociedade brasileira."
Íntegra de carta lida por Abilio:
"Em 7 de setembro de 1948 meu pai, Valentim dos Santos Diniz, fundou o Pão de Açúcar. Desde então dediquei a minha vida à construção deste sonho. Hoje, exatos 65 anos depois, encerro um importante ciclo dessa história de sucesso para a empresa, para a nossa família e para mim.

É com emoção que renuncio à presidência do Conselho do Grupo Pão de Açúcar. Tenho comigo sentimentos de gratidão, felicidade, realização, respeito e orgulho por essa empresa, por essa gente e por esse país.

Na véspera do dia que simboliza a liberdade do Brasil, eu também abraço a minha liberdade para continuar perseguindo os meus sonhos. Como costumo dizer, quero hoje ser melhor do que ontem e, amanhã, melhor do que hoje.

No Pão de Açúcar sempre buscamos a eficiência, o crescimento e o êxito, com muito trabalho e dedicação, e assim construímos uma empresa única, admirada no Brasil e no mundo. Perseguimos sempre a felicidade e não é à toa que o Pão de Açúcar tem como slogan “Lugar de Gente Feliz”.

Levo comigo os desafios, as conquistas, as derrotas, as vitórias e, acima de tudo, os aprendizados. É claro que num momento como esse também sinto tristeza; tristeza pela saudade que terei da empresa, das pessoas, das lojas e dos símbolos que tanto amo.
Mas assim é a vida. É preciso ter sabedoria para aceitar as mudanças. É preciso se reinventar e ir em frente. Seguirei a minha vida empresarial fazendo aquilo que sempre fiz, com coragem, correção, alegria e determinação, descobrindo e aceitando novos desafios. Peço a Deus que continue me dando saúde e iluminando o meu caminho, assim como o de vocês.

Agradeço a todos que compartilharam comigo esse sonho, a começar pelos meus pais, Valentim e Floripes, meus irmãos, minha mulher, Geyze, meus filhos Ana Maria, João Paulo, Adriana, Pedro Paulo, Rafaela e Miguel, e aos que, ao longo desses 65 anos, trabalharam e colaboraram com o Pão de Açúcar – são milhares de pessoas que dedicaram suas vidas para fazer dessa empresa realmente um lugar de gente feliz. Agradeço também a todos os consumidores e parceiros que acreditaram em mim e no Pão de Açúcar, mesmo nos momentos mais desafiadores da nossa história.

Sinto-me realizado por liderar o Grupo Pão de Açúcar por todos esses anos. Sinto que contribuí com o meu trabalho e a minha liderança e deixar esse legado me faz muito feliz.
Os últimos dois anos não foram fáceis e, hoje, com alegria, encontramos uma solução suficientemente boa para todos.

Desejo ao Grupo Casino e aos acionistas do Pão de Açúcar sucesso na condução dessa empresa, que ela continue crescendo com a sua gente, a sua cultura e os seus valores, contribuindo para o desenvolvimento do nosso país e sendo sempre um lugar de gente feliz."
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Agência de intercâmbio fecha e deixa brasileiros no prejuízo na Irlanda

Danniel Oliveira trabalhava como diretor comercial da BFA até quinta-feira (5) (Foto: Reprodução/Facebook)Danniel Oliveira trabalhava como diretor comercial
da BFA até quinta-feira (5)
(Foto: Reprodução/Facebook)
Clientes e funcionários da Viagens Intercâmbio BFA afirmam que a empresa faliu e deixou centenas de pessoas sem qualquer informação e os trabalhadores sem pagamento. O problema afeta tanto clientes que ainda estão no Brasil e viajariam para o exterior quanto brasileiros que já estão fora do país, especialmente em Dublin, na Irlanda, onde a agência tinha forte atuação.
Danniel Oliveira, de 27 anos, diretor comercial da BFA até a véspera (5), confirma a informação que o G1 recebeu de vários internautas. Segundo ele, a empresa fechou as portas na quinta-feira e demitiu os últimos 29 funcionários que ainda trabalhavam diretamente na empresa em Dublin. A BFA chegou a ter mais de 100 funcionários atuando só na Irlanda.
“A bola de neve é gigantesca. Todos os nossos fornecedores estão atrasados: escola, seguro, etc. Liguei para o dono da empresa e ele só pediu desculpa. Disse: ‘Por favor, fecha a loja, não tem o que ser feito. A BFA não tem dinheiro para pagar as escolas, os fornecedores, os alunos que já pagaram’. Caiu no meu colo um problema sem dimensão”, disse em entrevista por telefone ao G1.
A bola de neve é gigantesca. Todos os nossos fornecedores estão atrasados: escola, seguro, etc."
Danniel Oliveira
De acordo com Oliveira, 410 alunos foram prejudicados.  O preço médio por pacote era de € 2,2 mil. Mas o ex-diretor comercial garante que alguns antigos funcionários da empresa estão empenhados em ajudar essas pessoas. “Relacionei por escola todos os nossos clientes, quais são as escolas, entrei em contato com os responsáveis por todas as escolas – para informar que a BFA quebrou – e pedi reunião para que possamos ajudar os clientes. Dos 410 alunos, consigo beneficiar 238 alunos de alguma forma”, garante.
Segundo ele, os mais prejudicados serão os que pagaram o pacote completo. Quem pagou pela acomodação, por exemplo, perdeu o valor integral, segundo Oliveira. Quem chegar à Irlanda até o próximo domingo (8) ainda será acolhido, mas depois dessa data, não haverá mais como acomodar ninguém.
Oliveira garante, porém, que não é verdade que as pessoas que já estão nas acomodações, que chegaram esta semana a Dublin, seriam despejadas. “Hoje, temos seis apartamentos. Em dois deles os alunos poderão até ficar até o dia 26 de setembro em um e até 1º de outubro em outro. Os outros, a responsável ofereceu algumas possibilidades, como a de os alunos alugarem o imóvel por conta própria.”
Apesar de não receber salário há oito semanas, Oliveira diz que ficará em Dublin “até conseguir resolver todos os problemas”. Ele garante que todos os clientes – do Brasil e de Dublin – vão receber uma satisfação e deixa o e-mail plantao@brasilforall.com.br à disposição dos interessados.
“Vamos ligar para todos os clientes a partir do momento que tivermos resposta da escola do estudante. Mas nós trabalhamos com mais de 30 escolas, então, não será imediato. Mas é importante que eles saibam que têm pessoas trabalhando para uma solução”, informa. “Sei que é muito difícil tranquilizar essas pessoas, porque estão na emoção, mas tem boas pessoas aqui trabalhando para que aconteça o melhor. Nós não queremos o dinheiro de ninguém, queremos ajudar essas pessoas a realizar o sonho, que no momento virou um pesadelo.”
Danniel Oliveira chegou a Dublin há quatro anos. Ele viajou como intercambista da BFA.
Prejudicados
Renata Bissoli Basso, de 27 anos, está em Dublin desde outubro do ano passado. Ela foi para o país pela BFA, para fazer intercâmbio, mas acabou recebendo uma oferta para trabalhar na empresa. Desde janeiro, ela trabalhava na limpeza das moradias de estudantes.
Renata Bissoli soube que a empresa faliu por uma colega de trabalho (Foto: Reprodução/Facebook)Renata Bissoli soube que a empresa faliu por uma colega de trabalho (Foto: Reprodução/Facebook)
Na quinta-feira (5), Renata trabalhou normalmente e deixou a empresa às 14h (horário de Dublin). Mais tarde, recebeu um telefonema de uma colega dizendo que a empresa havia falido.
“No fim da tarde anunciaram que iriam fechar porque não tinham condições de pagar nenhum funcionário, nem os clientes, nem as escolas e nenhuma conta futura”, disse em entrevista por telefone ao G1.
Fui passar o nome dos que estão com a escola paga e parecia lista de sobreviventes. Está um caos total aqui"
Renata Bissoli Basso
Ela afirma que, ao receber a notícia, entrou imediatamente em contato com o dono da empresa pelo Facebook. “Ele estava online no Facebook, mas assim que mandei a mensagem, ele saiu do chat. Agora ele cancelou a conta dele no Facebook”, diz Renata. “Foi um total ato de covardia.” Segundo ela, o dono da BFA moravam em Dublin, mas há cerca de três meses se mudou para a Espanha.
Ela e outros brasileiros que estão em Dublin dizem que a informação de que a empresa fecharia as portas ocorreu apenas verbalmente. A não foi decretada oficialmente.
Renata diz ainda que não recebia pagamento há mais de um mês. Apesar disso, ela e o diretor comercial, Danniel Oliveira, passaram a madrugada de ontem indo às moradias informar quais alunos estavam com os cursos quitados. “Fui passar o nome dos que estão com a escola paga e parecia lista de sobreviventes. Está um caos total aqui.”
Marcela Malevicz trabalhava com Renata na BFA, mas pediu demissão há duas semanas, por falta de pagamento. “Quando eu entrei, era uma maravilha, a empresa pagava tudo certinho. A partir de julho, as coisas começaram a ficar complicadas.”
Segundo ela, os problemas começaram em julho, mas muitos atribuíram o fato à alta temporada. “Acreditamos que o problema seria temporário, a gente deduzia que era relacionado à alta temporada. Foi ficando nisso e o tempo foi passando. (...) De repente, ficou ruim – mas daí ficou ruim de uma vez.”
Diante da situação, Marcela procurou outro emprego e segue trabalhando em Dublin.
Contratos virtuais
A mineira Carolina Martinelli está em Dublin há um mês e meio. Ela só não enfrentou os problemas que afetam outros brasileiros porque a escola em que está só aceita que o aluno inicie o curso quando o pagamento está totalmente quitado. Ela deixou a acomodação da BFA para o estudantes há apenas 15 dias.
“Para mim, não teve nenhum reflexo porque a Griffith não pode começar se o curso não está quitado, mas está tendo reflexo para as pessoas que estão chegando. Quem ainda não começou o curso está descobrindo que pagou para a BFA mas ela não pagou a escola.”
Carolina contratou os serviços da BFA todos pela internet, assim como os demais clientes ouvidos pelo G1. “Quando comecei a pesquisar agências, existem alguns sites que falam das melhores empresas de intercâmbio e qual indicariam. Vi a BFA em quatro sites. Entrei em contato, fui muito bem atendida, mas tudo aconteceu virtualmente. Tive medo de fechar o contrato, por não ter uma empresa física, mas depois me pareceu muito tranquilo”, diz.
Para pagar intercâmbio, Paulo estudava de manhã, fazia estágio à tarde e trabalhava à noite (Foto: Reprodução/Facebook)Para pagar intercâmbio, Paulo estudava de manhã,
fazia estágio à tarde e trabalhava à noite
(Foto: Reprodução/Facebook)
Paulo George Pessoa ainda está no Brasil e contratou um pacote de R$ 7.600 com a BFA.  Ele pagou 50% deste valor na assinatura do contrato e mais cinco – de dez parcelas – de R$ 500. Ele faz faculdade de Administração no período da manhã e é funcionário da prefeitura de Recife, onde trabalha durante a madrugada. Para conseguir o dinheiro da viagem, conseguiu um estágio no período da tarde. “Estudo de manhã, faço estágio à tarde e trabalho à noite para juntar o dinheiro”, lamenta.
Paulo também fechou o contrato via internet. Um amigo dele foi para Dublin pela BFA e passou a trabalhar na empresa como contato comercial. “Fechei o contrato com esse meu amigo. Me senti mais seguro por causa disso”, diz.
Segundo o estudante de administração, seu amigo teve um prejuízo de mais de € 3 mil por falta de pagamento da BFA.
Bruno Vinícius dos Santos de Sousa, de Salvador, já pagou R$ 3.330 para a BFA, também num contrato feito virtualmente. Ele diz que acabou ficando amigo da vendedora – que foi quem o avisou ontem que havia sido demitida, pois a empresa tinha falido.
Todos os entrevistados afirmam que os brasileiros que chegaram a Dublin esta semana e que ainda estavam hospedados nas acomodações da BFA foram informados que deveriam deixar o imóvel nesta sexta-feira – informação rebatida por Danniel Oliveira.
“Avisaram isso ontem, mas ninguém apareceu hoje nos imóveis. As pessoas que precisam fazer check out amanhã não sabem nem para quem deixar a chave. Também deveriam pegar € 100 euros que foram depositados como caução, mas não devem receber”, diz Carolina Martinelli.
BFA
A BFA informa em seu site que tem sede em Dublin. O G1 tentou contato durante toda a manhã pelo telefone que aparece na página da empresa, mas ninguém atendeu. O chat também não estava disponível.
A reportagem também ligou  nos telefones das agências da BFA em Dublin, São Paulo, Curitiba (PR) e Vitória (ES), mas não conseguiu falar com nenhum sócio da agência.
A Viagens Intercâmbio BFA aparece na Junta Comercial do Estado de Minas Gerais como sendo uma empresa brasileira, com sede em Aimorés. O CNPJ da empresa consta como ativo.
O site da empresa não traz qualquer informação sobre o fim das atividades, nem a página da empresa no Facebook ou do Twitter.
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Cinco pessoas são encontradas degoladas em casa no México

Membro do serviço forense examina faca na cena do crime, no México (Foto: Hector Guerrero/AFP)Membro do serviço forense examina faca na cena do crime em Zapopan, no México (Foto: Hector Guerrero/AFP)

Um casal, seus dois filhos adolescentes e um amigo deles foram encontrados degolados na manhã deste domingo (8) em casa, no município mexicano de Zapopan, de 1,2 milhão de habitantes, informou o comandante da polícia local.
Na residência, policiais encontraram "os corpos de cinco pessoas, dois adultos e três menores", que foram degolados, descreveu o comandante Ernesto Ramos.
Vizinhos contaram que ouviram gritos vindos de dentro da casa, e que, em seguida, uma caminhonete deixou a residência em alta velocidade.
Os corpos dos adultos estavam na sala, e os demais, nos quartos. Segundo a imprensa, a renda da família vinha da venda de frutas.
Os adultos tinham 36 e 32 anos; os filhos, 14 e 16; e o amigo da família, 15.
A cidade de Zapopan é vizinha a Guadalajara, a segunda maior do país e cenário recorrente da violência gerada pelo narcotráfico.
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Petrobras foi alvo de espionagem de agência dos EUA, aponta documento


Novos documentos classificados como secretos e que vazaram da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, obtidos com exclusividade pelo Fantástico, mostram que a Petrobras, quarta maior petroleira do mundo, também foi espionada.
(veja o vídeo ao lado)
A reportagem exibida neste domingo (8), aponta que a rede privada de computadores da estatal brasileira foi invadida pela NSA, informação que contradiz a posição oficial da agência, dada ao jornal "The Washington Post", onde afirmou não fazer espionagem econômica de nenhum tipo, incluindo o cibernético.
Os dados sobre a empresa estão em documentos vazados por Edward Snowden, analista de inteligência contratado pela NSA, que divulgou esses e outros milhares de registros em junho passado. O jornalista Glenn Greenwald foi quem recebeu os papéis das mãos de Snowden. A Petrobras não quis comentar o caso. A NSA nega espionagem para roubar segredos de empresas estrangeiras.
Na última semana, o Fantástico já havia divulgado que a presidente Dilma Rousseff e o que seriam seus principais assessores foram alvos diretos de espionagem da NSA.
O novo documento é uma apresentação que recebeu a classificação "ultrassecreta" e que foi elaborada em maio de 2012, para ensinar novos agentes a espionar redes privadas de computador – redes internas de empresas, governos e instituições financeiras e que existem, justamente, para proteger informações.
O nome da Petrobras, a maior empresa do Brasil, aparece logo no início do documento mostrado pelo Fantástico, com o título “Muitos alvos usam redes privadas”.

Não há informações sobre a extensão da espionagem, nem se a agência americana conseguiu acessar o conteúdo guardado nos computadores da empresa. O que se sabe, segundo a reportagem, é que a Petrobras foi alvo de espionagem, mas não há informações a respeito dos documentos que a NSA buscava.

Este tipo de informação é liberada apenas para quem os americanos chamam de “Five eyes” (cinco olhos, na tradução literal), termo utilizado para se referir aos cinco países aliados na espionagem: EUA, Inglaterra, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.
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Google e governo da França também foram vítimas
O nome da Petrobras aparece em vários slides. Além da estatal, estão listados também como alvos da NSA a infraestrutura do Google, o provedor de e-mails e serviços de internet da companhia. A empresa, que já foi apontada como colaboradora da agência norte-americana, desta vez aparece como vítima.
As redes privadas do Ministério das Relações Exteriores da França e da Swift (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Globais, na tradução do inglês), cooperativa que reúne mais de 10 mil bancos de 220 países, também foram analisadas. Qualquer remessa de recursos que ultrapassa fronteiras nacionais necessita ser analisada pela Swift.
Nomes de outras empresas e instituições que também passaram por espionagem foram apagados para não comprometer operações que, segundo a reportagem, envolvam alvos ligados ao terrorismo.

Para cada alvo há uma pasta que reúne todas as comunicações interceptadas e os endereços de IP – a identificação de computadores ligados à rede privada – que deveriam estar imunes a esses ataques.
De acordo com Greenwald, esses documentos trazem informações de segurança nacional que não devem ser publicadas, por isso os vetos aos nomes. “Ninguém tem dúvida que os Estados Unidos, assim como todos os outros países, têm direito de fazer espionagem para garantir a segurança nacional. Mas tem muito mais informações (...) sobre espionagem contra inocentes ou contra pessoas que não têm nada a ver com terrorismo ou questões industriais”, explica.
Snowden Cronologia (6/9) (Foto: Editoria de Arte / G1)
Espionagem pode ter durado muito tempo
De acordo com Paulo Pagliusi, doutor em segurança da informação e autor de um livro sobre o tema, todas as redes privadas apresentadas nos documentos da NSA exibidos pelo Fantástico são de empresas reais, não são casos fictícios.

“Tanto é que tem algumas coisas que chamam a atenção. Por exemplo, havia alguns números que estavam tapados. Por que eles estariam tapados se não fosse um caso real e não queriam que os alunos tivessem conhecimento”, questiona o especialista. Ainda segundo Pagliusi, tais informações podem ter sido obtidas no decorrer de um longo período, com a ajuda de um sistema de espionagem “muito eficaz”, que gera um resultado “muito poderoso”.
Segundo a reportagem do Fantástico, o faturamento anual da Petrobras é de mais de R$ 280 bilhões, maior do que a arrecadação de muitos países. A estatal brasileira tem ainda dois supercomputadores utilizados para as chamadas pesquisas sísmicas, que avaliam as reservas de petróleo a partir de testes feitos em alto mar. Com esta tecnologia a empresa conseguiu mapear o pré-sal, a maior descoberta recente de novas reservas de petróleo no mundo.
A rede privada de computadores da empresa também guarda informações estratégicas associadas a negócios que envolvem bilhões de reais. Por exemplo, detalhes de cada lote de leilão marcado para outubro, que é a exploração do Campo de Libra, na Bacia de Santos, parte do pré-sal.
Segundo Roberto Villa, ex-diretor da Petrobras, o leilão de Libra é o maior da história do petróleo. “É um leilão de uma área que já se sabe que tem petróleo, não tem risco. [Se essa informação vazou], alguém vai ter vantagem. Eventualmente, se essa informação vazou e alguém dispõe dela, ele vai numa posição muito melhor no leilão. Ele sabe onde carregar mais e onde nem carregar. É um segredinho bom”, explica Villa.
Para Antônio Menezes, também ex-diretor da estatal brasileira, o possível vazamento de informações sobre o campo do pré-sal é muito grave e impactaria o mercado internacional. “Comercialmente, o efeito internacional disso aí é de uma concorrência com carta marcada pra alguns lugares, alguns países, para alguns amigos”, disse.
Questionado pela reportagem sobre quais informações sigilosas da Petrobras poderiam ter sido procuradas, Adriano Pires, especialista em infraestrutura, disse que, se fosse espião, buscaria principalmente aquelas ligadas à tecnologia de exploração de petróleo no mar.

“A Petrobras é a [empresa] número um no mundo em explorar petróleo no mar. E o pré-sal existe em qualquer lugar do mundo: na África, no Golfo americano, no Mar do Norte. Então, se eu detenho essa tecnologia, posso tirar [petróleo do] do pré-sal onde eu quiser”, afirma o especialista.
Como funciona
Na apresentação da Agência de Segurança Nacional dos EUA, aparecem documentos preparados pela Agência de Espionagem da Inglaterra, aliada dos americanos em questões de espionagem.

Os registros feitos pelos ingleses mostram como funcionam dois programas: “Flying Pig” e “Hush Puppy”, que monitoram as redes privadas por onde trafegam as informações que deveriam ser seguras. Essas redes são conhecidas pela sigla TLS/SSL.
As redes TLS/SSL são também o sistema de segurança usado em transações financeiras, como, por exemplo, quando alguém acessa seu banco por um caixa eletrônico. A conexão entre o ponto remoto e a central do banco trafega por uma espécie de túnel protegido na internet: o que passa por ele ninguém poderia ver.
A apresentação da NSA explica ainda como a interceptação das informações é realizada. De acordo com o documento, a espionagem é feita por meio de um ataque à rede de computadores conhecido como “man in the middle” (ou homem no meio, na tradução do inglês). Nesse caso, os dados são desviados para a central da NSA e, depois, chegam ao destinatário, sem que ninguém fique sabendo.
Os documentos divulgados por Snowden também listam os resultados obtidos na espionagem. Segundo a reportagem, com o sistema de espionagem, a NSA encontrou dados de redes de governos estrangeiros, companhias aéreas, companhias de energia, como a Petrobras, e organizações financeiras.

A apresentação da NSA mostra ainda, com detalhes, como os dados de um "alvo" escolhido por eles vão sendo desviados, passando por filtros de espionagem desde a origem, até chegar aos supercomputadores da agência norte-americana.
Em um dos registros divulgados por Snowden e obtido pelo Fantástico, a NSA diz que a América Latina é alvo chave do programa “Silverzephyr”. O programa registra metadados, o total de informações que trafega na rede, e o conteúdo de gravações de voz e fax.
Dilma cobrou explicações de Obama
No último domingo (1º), o Fantástico mostrou como a presidente do Brasil foi alvo direto de espionagem (veja vídeo ao lado). Na última quinta-feira (5), Dilma se reuniu com o líder político norte-americano, Barack Obama, durante o encontro dos 20 países mais desenvolvidos do mundo (o G-20), na Rússia, e cobrou explicações.
“O que eu pedi é o seguinte: eu acho muito complicado ficar sabendo dessas coisas pelo jornal. Eu quero saber o que há. Se tem ou não tem, eu quero saber. Tem ou não tem? Além do que foi publicado pela imprensa, eu quero saber tudo que há em relação ao Brasil. Tudo. Tudinho. Em inglês, everything", disse Dilma a jornalistas.

Na última sexta-feira (6), Dilma afirmou que Obama se comprometeu a dar explicações sobre as denúncias de espionagem dos EUA até a próxima quarta-feira (11).

"O presidente Obama declarou para mim que assumia a responsabilidade direta e pessoal pelo integral esclarecimento dos fatos e que proporia para exame do Brasil medidas para sanar o problema. Diante do meu ceticismo devido à falta de resultados do encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente [Joe] Biden, ocorrido semana passada, o presidente Obama me reiterou que ele assumia a responsabilidade direta e pessoal tanto para a apuração das denúncias como para oferecer as medidas que o governo brasileiro considerasse adequadas", declarou a presidente na Rússia.
Dilma afirmou ter dito a Obama que a questão não era de "desculpas", mas de uma solução rápida. Segundo ela, estabeleceu-se a próxima quarta-feira como prazo para uma resposta. "Como eu disse que esse processo era um processo lento, que não queria esclarecimentos técnicos, nao era só uma questão de desculpas,era uma questão de não admissão desse nível de intrusão, e que era importante que fosse solucionado com rapidez, chegou-se a uma data, quarta-feira", afirmou Dilma.

Quebra de criptografia
A reportagem do Fantástico mostra ainda que no dia em que a presidente e Obama se encontraram, reportagem publicada simultaneamente por dois grandes jornais – o inglês “The Guardian” e o americano “The New York Times” -- , revelou que a NSA e a GCHQ inglesa quebram os códigos de comunicações protegidas de diversos provedores de internet, podendo assim espionar as comunicações e transações bancárias de milhões de pessoas.
O texto mostrou que a criptografia, o sistema de códigos que é fornecido por algumas operadoras de internet, já vem com uma vulnerabilidade, inserida propositalmente pela NSA, e que permite que os espiões entrem no sistema e até façam alterações, sem deixar rastros.
Há também sinais de que alguns equipamentos de computação montados nos EUA já saem de fábrica com dispositivos de espionagem instalados. O “New York Times” diz que isso foi feito com pelo menos um governo estrangeiro que comprou computadores norte-americanos. Mas não revela qual governo pagou por equipamentos para ser espionado.

Outro lado
A NSA enviou nota afirmando que não usa sua capacidade de espionagem para roubar segredos de empresas estrangeiras. Questionada pelo Fantástico sobre o motivo de ter espionado a Petrobras, a agência norte-americana informou que isso é tudo o que tem a dizer no momento.

Após a exibição da reportagem no Fantástico, uma segunda nota de imprensa, desta vez assinada pelo diretor nacional de inteligência dos Estados Unidos, James Clapper, foi enviada pela Agência de Segurança Nacional.
O órgão do governo americano alega coletar informações econômicas e financeiras para prevenir crises que possam afetar os mercados internacionais.

No entanto, reafirmou que não rouba segredos de empresas de fora dos EUA que possam beneficiar companhias americanas. A Embaixada Britânica em Brasília e o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido informaram que não comentam assuntos de inteligência.

Ministro egípcio do Interior é vitima de atentado no Cairo

Imagem feita a partir da TV estatal egípcia o mostra ministro do Interior egípcio Mohammed Ibrahim respondendo a um repórter depois de uma explosão no Cairo (Foto: TV estatal egípcia/ AP)Imagem feita a partir da TV estatal egípcia o mostra ministro do Interior egípcio Mohammed Ibrahim respondendo a um repórter depois de uma explosão no Cairo (Foto: TV estatal egípcia/ AP)
O ministro egípcio do Interior, Mohammed Ibrahim, sobreviveu a um atentado com carro-bomba nesta quinta-feira (5) na passagem de seu comboio no Cairo, informaram fontes das forças de segurança.
"O ministro do Interior sobreviveu a uma tentativa de assassinato", afirmou uma fonte, que pediu anonimato.
A explosão do veículo aconteceu na passagem do comboio do ministro por uma área próxima de sua residência, em Nasr City. Vários civis ficaram feridos e algumas lojas foram atingidas, segundo a agência oficial "MENA".
Ibrahim denunciou na televisão uma "tentativa de asassinato covarde".Duas horas depois da explosão, Ibrahim afirmou que quatro veículos de seu comboio foram destruídos e citou város feridos no atentado.
O governo egípcio prometeu atacar o terrorismo com "mão de ferro".
"O gabinete insiste que este ato criminoso não vai impedir o governo de enfrentar o terrorismo com força e determinação', afirma um comunicado.
'O governo egípcio vai atacar com mão de ferro aqueles que ameaçam a segurança nacional até que a estabilidade retorne em todo o país', completa.
A Aliança contra o Golpe de Estado, uma coalizão islamita egípcia que organiza a mobilização dos simpatizentes do presidente destituído Mohamed Morsi, condenou o ataque contra o ministro do Interior.
"O ataque deve ser condenado independente dos autores", afirmou Amr Darrag, um dos líderes da Aliança.
"Reiteramos nosso enfoque pacífico, que é observado claramente em cada uma de nossas manifestações", completou.
Um funcionário do ministério da Saúde afirmou que sete pessoas ficaram feridas, mas não explicou se eram civis ou membros das forças de segurança.
De acordo com o ministério do Interior, quatro policiais ficaram feridos e um deles perdeu uma das pernas na explosão.
A polícia bloqueou as estradas de acesso ao ministério no centro da cidade.
Este foi o primeiro atentado com carro-bomba no Cairo em muitos anos.
O ataque aconteceu depois da violenta repressão contra os partidários do presidente islamita Mohamed Morsi, destituído no início de julho pelo exército, um processo no qual a polícia, sob as ordens do ministro do Interior, teve participação importante.
A destituição e a detenção de Morsi provocaram uma onda de violência que deixou mais de de 1.000 mortos no Egito, em sua maioria manifestantes islamitas.
Paralelamente, os ataques contra as forças de segurança ficaram mais intensos na instável península do Sinai e em outras cidades do país.
Policial à paisana inspeciona local de explosão perto da casa do ministro do Interior do Egito, Mohamed Ibrahim, em Nasr, no Cairo. O ministro sobreviveu ao atentado, que usou uma bomba acionada por controle remoto. (Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters)Policial à paisana inspeciona local de explosão perto da casa do ministro do Interior do Egito, Mohamed Ibrahim, em Nasr, no Cairo. O ministro sobreviveu ao atentado, que usou uma bomba acionada por controle remoto. (Foto: Amr Abdallah Dalsh/Reuters)
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